Desporto e nutrição: os 5 erros mais comuns na dieta dos desportistas

A alimentação é um pilar básico no desempenho desportivo. As pessoas que praticam actividade física têm um gasto calórico mais elevado que deve ser complementado com uma alimentação adequada. Em particular, a dieta de um atleta deve ser mais elevada em energia, hidratos de carbono e proteínas, para compensar o gasto energético que advém da prática intensa de exercício físico.

Considera-se como atleta uma pessoa que pratica, em média, 8 a 10 horas de actividade física por semana. Se fazes parte deste grupo de pessoas, este artigo é para ti: a nutricionista María Valero, do nosso parceiro Osteobarcelona, partilhou connosco os 5 erros mais comuns na dieta dos desportistas:

 1. Manter uma dieta pobre em carboidratos

Os hidratos de carbono são a principal fonte de energia durante a prática desportiva. As dietas demasiado baixas em hidratos de carbono causam fadiga e perda de massa muscular.

2. Beber poucos líquidos

Consumir poucos líquidos leva a uma diminuição do desempenho físico, aumenta o risco de lesões e pode pôr em risco a saúde do atleta ao causar desidratação. Assim, é crucial beber bastante água para o corpo estar sempre hidratado.

No entanto, somente água pode não ser suficiente. Em desportos de resistência com duração superior a 1 hora, ou em desportos muito intensos, é necessário substituir açúcares, sais minerais e electrólitos perdidos durante este tipo de actividade. A hidratação exclusivamente com água pode causar hiponatremia, um estado em que aparecem náuseas, fadiga e, em casos mais graves, até desmaios. Uma alternativa pode ser, por exemplo, um sumo natural de fruta.

3. Consumir alimentos com excesso de fibra ou gordura, ou manter uma dieta hiperproteica

O consumo de alimentos ricos em fibra ou gordura antes ou durante a actividade física não é recomendado, pois podem causar digestão pesada e problemas digestivos durante o desporto.

Já as dietas demasiado ricas em proteínas não trazem qualquer benefício para o aumento da massa muscular e comportam riscos para a saúde, tais como descalcificação óssea e sobrecarga do fígado e dos rins.

4. Não comer durante a prática desportiva superior a 1h

Nos desportos de longa duração, os depósitos de glicogénio esgotam-se e é aí que aparece a fadiga. É essencial fornecer carboidratos para ajudar a repor o glicogénio e manter a actividade física. Estes carboidratos podem ser consumidos sob a forma de bebidas desportivas, géis, barras ou fruta, por exemplo.

5. Abusar de suplementos desportivos

Os suplementos desportivos devem ser utilizados apenas por desportistas com uma carga de treino muito elevada que não conseguem satisfazer as necessidades energéticas com alimentos. O primeiro passo será sempre melhorar a dieta e tentar suplantar estas necessidades através de alimentos verdadeiros e naturais. Só depois fará sentido avaliar se a suplementação é realmente necessária.

Nota: Estas sugestões não substituem a consulta de informação junto de profissionais de saúde, nem o acompanhamento feito pelos mesmos.

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